quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quem perde um segundo,
Tem horas para compensar.
Quem perde um momento,
Pode repeti-lo.
Quem perde um por –do-sol,
Pode tornar a vê-lo.
Quem perde uma oportunidade,
Pode encontrar outras.
Quem erra,
Pode consertar.
Quem perde um amor,
Reaprende a amar.
Agora, quem perde um amigo,
Por mais que tenha razão,
Certo ou não,
Em sua ignorância,
Jamais retornará a ter abrigo.

By: L.G.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A consciência do nada: o caos no capitalismo moderno

A pressão do corpo sobre a mente já não faz mais sentido, às vezes nem mesmo é possível distinguir o próprio raciocínio. “Eu penso? Eu sou? Eu acredito?”... A infinidade de indagações surge, umas começam pelo meio, outras nem se quer se ordenam, a própria ordem as dessecou. É, talvez seja isso, ordem de mais confunde as pessoas.. ou talvez a ordem não tenha sido encontrada ainda, tudo parece tão racional, e tudo parece tão irracional, lógico e ao mesmo tempo ilógico. Será possível? Tudo parece estranho, e parece que o estranho daqui a pouco será normal. A sobreposição valorativa incomoda, cria opiniões, crença do fim, conflito existencial, contradição conservadora e inovadora... Acalmem-se, pode ser apenas um momento de crise que logo se tornará obsoleto novamente, por muito ou pouco tempo, e isso só o próprio abstrato tempo dirá, assim como muitos dizem: “o tempo é o senhor da razão”. Parece que responsabilizam demais o tempo, atribuem a ele aquilo que o ser humano talvez, pelo o que parece, é incapaz de fazer: ser um pouco racional, só um pouquinho. Os muitos racionais não vivem, e os poucos racionais vivem na fantasia, pode ser que esse universo irracional seja mais real que a própria realidade. Quem sabe? Nem tanto também. Parece loucura.
O mal, o bem, o ser humano, vai ter coisa difícil de entender. Talvez sejamos um constante nada em progresso, pior que me disseram que o progresso é tão intangível quanto a consciência.
Alguns chegam a chamar isso de fim, eu prefiro chamar de conseqüência da incompetência humana. Afinal, cada um com seu ideal, pois é isso que caracteriza o caos moderno: cada um por si, e todos por ninguém.
E ainda nos achamos o máximo...
Pobre ingenuidade de nossa pretensão!